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Planos de Desenvolvimento
Publicado em: 13/01/2020 - 13:15
Autor (a): imo@unesc.net
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O setor de alimentos, de vital importância para a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), está diante de um dos maiores desafios globais deste século. Um informe do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da UNESC, baseado em um relatório do World Resources Institute (apoiado por entidades como o Banco Mundial e a ONU), acende um alerta sobre as tendências e exigências que moldarão o futuro da produção agrícola.
O ponto central do relatório é uma projeção alarmante: em 2050, a população mundial chegará a quase 10 bilhões de pessoas. Para alimentar a todos, a produção de alimentos precisará aumentar em 50% em relação aos níveis atuais.
No entanto, o desafio vai muito além de simplesmente aumentar a produção. O estudo aponta para três "hiatos" críticos que precisam ser resolvidos simultaneamente. Primeiro, o já mencionado aumento de 50% na oferta de comida. Segundo, a necessidade de alcançar essa meta sem aumentar a quantidade de terras já utilizadas para a agricultura, a fim de evitar um passivo ambiental ainda maior.
O terceiro hiato é talvez o mais complexo: o aumento da produção deve ocorrer ao mesmo tempo em que a indústria agrícola reduz em dois terços suas atuais emissões de gases de efeito estufa. Em suma, o setor precisará produzir muito mais, utilizando os mesmos recursos de terra e gerando significativamente menos poluição.
Segundo o informe, negligenciar o uso da terra e as emissões de gases pode resultar em uma redução drástica da biodiversidade e em um aumento da temperatura global, com danos irreversíveis para o planeta.
A solução, aponta o estudo, passa por um investimento massivo em inovação e tecnologia. O documento relembra como a "Revolução Verde", entre 1962 e 2006, conseguiu aumentar a produção alimentar através de grãos desenvolvidos cientificamente e fertilizantes. Agora, uma nova revolução é necessária para alcançar os patamares desejados de produtividade sem os efeitos danosos ao meio ambiente.
Além da tecnologia, o relatório destaca a importância de abordar temas transversais, como a promoção do desenvolvimento econômico, a redução da pobreza, o empoderamento das mulheres na agricultura e a proteção dos recursos de água doce, cujo consumo pelo agronegócio é imenso.
Para a região da AMREC, este cenário global indica um direcionamento claro: haverá uma demanda crescente por insumos do agronegócio, água e, especialmente, por alimentos processados que sejam funcionais e regenerativos. Compreender estas tendências é crucial, pois elas devem nortear as novas políticas públicas, os financiamentos e os investimentos privados no setor.
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