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Jovens lideram contratações na AMESC enquanto profissionais mais velhos enfrentam queda constante

Publicado em: 12/04/2024 - 16:00

Autor (a): imo@unesc.net

Jovens lideram contratações na AMESC enquanto profissionais mais velhos enfrentam queda constante

O mercado de trabalho na AMESC apresentou mudanças expressivas entre 2020 e 2023, conforme dados do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da UNESC, com base no Novo Caged. A análise por faixa etária revela impactos diretos da pandemia e tendências de recuperação desigual nos anos seguintes.

Entre 2020 e 2021, o período mais afetado pela pandemia da Covid-19, a faixa etária de 30 a 39 anos registrou a maior variação no saldo de empregos, com aumento de 339%, seguida pelos grupos de 25 a 29 anos (304%) e 40 a 49 anos (302%). Esses números refletem, na realidade, uma correção frente aos saldos negativos de 2020, quando demissões superaram admissões. Os jovens de 18 a 24 anos tiveram crescimento de 120%, enquanto até 17 anos e 50 a 64 anos apresentaram aumentos menores, de 78% e 94%, respectivamente. O grupo de 65 anos ou mais teve incremento de 58%.

No período de 2021 a 2022, quase todas as faixas etárias registraram saldo negativo, com exceção do grupo até 17 anos, que cresceu 5%. A faixa 50 a 64 anos destacou-se pela queda mais acentuada, de 262%, indicando dificuldades persistentes para trabalhadores mais maduros.

Entre 2022 e 2023, apenas os grupos 25 a 29 anos e 50 a 64 anos apresentaram recuperação, com aumentos de 300% e 97%, respectivamente. Já a faixa de 30 a 39 anos sofreu nova redução de 98%, enquanto as demais registraram variação negativa.

Apesar das oscilações, o maior saldo de empregos se manteve entre os jovens de 18 a 24 anos, seguidos pelo grupo até 17 anos. Em contrapartida, trabalhadores acima de 50 anos enfrentaram perdas consistentes em todos os anos analisados.

Especialistas do Observatório destacam que a análise evidencia desigualdade etária no mercado formal da AMESC. Segundo a equipe técnica, “os jovens se beneficiam mais rapidamente da recuperação econômica, enquanto profissionais mais experientes necessitam de políticas públicas específicas para inclusão e valorização de sua experiência”.

O estudo reforça a importância de programas de capacitação e incentivo à contratação de profissionais mais maduros, buscando um equilíbrio sustentável no mercado de trabalho regional.

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