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Publicado em: 06/03/2026 - 16:15
Autor (a): imo@unesc.net
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No Brasil, a diferença salarial entre homens e mulheres em 2024 foi de 12,47%, com remuneração média masculina de R$ 3.950,29 e feminina de R$ 3.457,72. A análise por escolaridade mostra que a desigualdade tende a aumentar com o nível de instrução, indicando que maior qualificação não elimina a diferença de rendimentos.
A análise por setor econômico mostra variações relevantes. Na indústria, as mulheres recebem cerca de R$ 73,75 para cada R$ 100 pagos aos homens, enquanto em setores como serviços e comércio a diferença é menor. Em alguns casos, como na construção, a remuneração feminina pode superar a masculina, o que está associado à distribuição ocupacional dentro do setor.
Em Santa Catarina, a diferença salarial foi de 14,14%, acima da média nacional. A remuneração feminina corresponde a R$ 85,86 para cada R$ 100 pagos aos homens. A análise municipal revela variações significativas, com casos em que as mulheres recebem menos da metade dos rendimentos masculinos e outros em que ocorre o inverso.
No Sul catarinense, as diferenças também variam entre as associações de municípios. Na AMREC, as mulheres recebem cerca de R$ 83,02 para cada R$ 100 pagos aos homens, enquanto na AMUREL esse valor é de R$ 85,78. A AMESC apresenta menor diferença, com R$ 93,84, indicando maior proximidade entre os rendimentos.
A análise setorial regional mostra que a indústria concentra as maiores diferenças, enquanto alguns segmentos apresentam maior equilíbrio ou inversão na relação salarial. No conjunto, os dados indicam que a desigualdade salarial está associada à estrutura produtiva, à segmentação do mercado de trabalho e à distribuição das ocupações entre homens e mulheres.
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